Recrutar parece fácil. Até chegarem os currículos.
“É só escolher
o melhor candidato.”
Parece simples.
Até chegarem 150 currículos, 47 pessoas com “excelente capacidade de comunicação” no perfil e pelo menos 12 que garantem ter “elevada resistência ao stress”.
Bem-vindo ao recrutamento.
| O currículo é só o princípio
Um bom currículo pode chamar a
atenção, mas dificilmente conta a história toda.
A experiência profissional é
importante, claro. Mas será que a pessoa tem as competências necessárias para a
função? Como reage perante um problema? Como comunica? Consegue trabalhar em
equipa? Tem capacidade de adaptação? E, talvez a pergunta mais importante, é
adequada àquela função e àquela organização?
É aqui que o recrutamento deixa de ser uma simples análise de currículos e passa a ser um verdadeiro processo de avaliação. Porque, se bastasse escolher o currículo mais impressionante, provavelmente não precisaríamos de entrevistas. Nem de recrutadores.
| A primeira impressão pode ser ótima. E pode estar errada.
Gostamos de pensar que conseguimos avaliar rapidamente as pessoas. E, de facto, fazemos isso constantemente. O problema é que uma primeira impressão não é o mesmo que uma avaliação.
Um candidato pode ser
extremamente comunicativo numa entrevista e não ter as competências essenciais
para a função. Outro pode ser mais reservado e revelar exatamente aquilo que a
organização procura.
É por isso que os processos de
seleção precisam de critérios claros e de técnicas adequadas.
“Gostei desta
pessoa” é uma opinião. Não é uma metodologia de recrutamento.
| Então, para que servem as entrevistas?
Para começar, para muito mais do
que perguntar:
“Onde se vê daqui a cinco
anos?”
As entrevistas permitem recolher
informação sobre experiências, comportamentos, competências e formas de reagir
perante diferentes situações.
Mas fazer uma boa entrevista
também exige preparação. As perguntas devem estar relacionadas com aquilo que
se pretende avaliar e o entrevistador deve saber ouvir, aprofundar respostas e
distinguir informação relevante de respostas muito bem ensaiadas.
| E os testes? E as dinâmicas?
Nem todas as competências são
fáceis de avaliar através de uma conversa. Por vezes, é mais interessante
observar o candidato a resolver um problema, participar numa dinâmica ou
realizar um exercício relacionado com a função.
É essa a lógica por detrás de
diferentes técnicas de seleção: obter mais informação antes de tomar uma
decisão. E quanto mais importante for a contratação, mais importante é que essa
decisão seja fundamentada.
| O candidato perfeito pode não existir
Há outra armadilha no
recrutamento: procurar alguém que cumpra exatamente todos os requisitos de uma
lista.
- Experiência? ✔
- Formação? ✔
- Competências técnicas?
✔
- Competências comportamentais? ✔
- Disponibilidade imediata? ✔
- Superpoderes? … ainda estamos a avaliar.
Na realidade, algumas competências podem ser desenvolvidas. Algumas experiências podem ser transferidas. E um candidato que não corresponde exatamente ao perfil inicialmente imaginado pode revelar potencial para crescer com a função. Por isso, saber recrutar também implica perceber o que é indispensável e o que pode ser aprendido.
| Recrutar bem é saber avaliar
É precisamente aqui que entram as
técnicas de recrutamento e seleção.
Definir o perfil adequado, saber
onde procurar candidatos, fazer uma triagem eficaz, conduzir entrevistas,
avaliar competências e utilizar diferentes técnicas de seleção são etapas que
exigem conhecimento e método.
O Curso de Técnicas de Recrutamento e Seleção da Cognos aborda precisamente estas diferentes dimensões
do processo, permitindo desenvolver conhecimentos e competências para uma
abordagem mais estruturada à área do recrutamento e seleção.
Porque recrutar não é
encontrar “a pessoa mais impressionante”.
É encontrar a pessoa
mais adequada para aquela função.
E isso é bastante
mais difícil do que parece.
Mas também é bastante mais interessante.