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Há uma diferença entre tratar uma
doença e acompanhar uma pessoa que tem uma doença.
Na Oncologia, esta diferença
torna-se particularmente evidente.
Um diagnóstico de cancro não
acontece apenas num relatório médico. Acontece numa vida. Pode alterar rotinas,
relações familiares, planos, trabalho, imagem corporal, autonomia e a forma
como uma pessoa olha para o futuro.
E, de repente, profissionais de
diferentes áreas passam a fazer parte dessa história. O médico, o enfermeiro, o
psicólogo, o assistente social, o terapeuta, o nutricionista… todos intervêm em
momentos diferentes, mas todos lidam, de uma forma ou de outra, com a dimensão
humana do cancro.| O cancro não afeta apenas o corpoQuando se fala em Oncologia, é
natural pensar primeiro em células, tumores, exames, cirurgias ou tratamentos.
Mas existe uma outra dimensão, menos visível, que acompanha frequentemente todo
este percurso: o sofrimento emocional.O medo, a ansiedade, a tristeza,
a incerteza e a preocupação com o futuro podem fazer parte da experiência de
quem recebe um diagnóstico de cancro. E não afetam apenas o doente. Também
podem estar presentes na família e nas pessoas que o acompanham.
É aqui que a Psico-Oncologia
ganha importância. Porque compreender o que uma pessoa está a viver
emocionalmente pode fazer diferença na forma como é acompanhada.| Uma competência que pode mudar uma consultaConhecer Psico-Oncologia pode
ajudar um profissional a olhar para determinadas reações de outra forma: ·
Um doente que parece desligado pode estar
assustado. ·
Uma pessoa que faz muitas perguntas pode estar a
tentar recuperar alguma sensação de controlo. ·
Alguém que recusa determinado tratamento pode
estar a reagir a crenças, experiências anteriores ou medos que ainda não foram
verbalizados. ·
E um familiar que parece excessivamente ansioso
também pode estar a precisar de ajuda.A mesma situação clínica pode ser
vivida de formas completamente diferentes por pessoas diferentes.
É precisamente esta dimensão
individual que torna a intervenção tão desafiante — e tão humana.| Quem pode beneficiar de conhecimentos em Psico-Oncologia?Talvez mais profissionais do que
à partida pensamos. Psicólogos, naturalmente, mas
também médicos, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas, gerontólogos e
outros profissionais que acompanham pessoas com doença oncológica e as suas
famílias.Porque acompanhar um doente
oncológico não é responsabilidade de uma única profissão. É um trabalho que
envolve diferentes olhares e diferentes competências.E compreender a dimensão
psicológica e emocional da doença pode ajudar cada profissional a desempenhar
melhor o seu papel — mesmo quando esse papel não passa pela intervenção
psicológica.
No fundo, não se trata apenas
de aprender mais sobre cancro. Trata-se de aprender a acompanhar melhor quem
vive com ele.| E quem cuida?Há ainda uma dimensão que merece
ser lembrada: os próprios profissionais também vivem emocionalmente estas
experiências. Trabalhar diariamente com doença,
sofrimento, incerteza e, por vezes, perda, exige mais do que conhecimento
técnico.Ter ferramentas para compreender
as reações dos doentes e das famílias pode também ajudar os profissionais a
compreender melhor aquilo que estas situações despertam em si próprios, a
reconhecer limites e a lidar com situações emocionalmente exigentes.Porque cuidar não significa não
sentir.Significa saber lidar com o que
se sente e continuar a estar presente para o outro.| Mais do que um certificadoÉ fácil olhar para uma formação e pensar nas horas, nos
módulos e no certificado final. Mas, neste caso, talvez a pergunta mais interessante seja
outra:“O que vou conseguir fazer melhor depois desta formação?” ·
Reconhecer sofrimento emocional. ·
Compreender determinadas reações. ·
Comunicar melhor. ·
Perceber quando encaminhar. ·
Trabalhar melhor em equipa. ·
Sentir-se mais preparado perante situações que
não vêm com um guião.O Curso de Especialização em Psico-Oncologia da Cognos
procura precisamente desenvolver estas competências, abordando a doença
oncológica também na sua dimensão psicológica e psicossocial.Porque, no final, trabalhar em saúde não é apenas saber o
que fazer.É também saber como estar perante alguém que está a
passar por uma das fases mais difíceis da sua vida.
E isso também se aprende!
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